Coluna de Oscar Pinto Jung

Talentos precoces
12 de Março de 2019 às 09:30

Chamamos de talentos precoces ou de crianças prodígios os que, inexplicavelmente para os leigos, já nascem prontos para determinado ofício ou para as artes. Como pode um menino de cinco anos sentar ao piano e executar com perfeição números da música clássica de célebres compositores? Há inumeráveis exemplos de casos assim, em vários países. Seguidamente, um amigo me manda vídeos dessas crianças de talentos inatos. Só o processo lógico e justo da reencarnação tem a resposta correta às interrogações costumeiras. Há poucos dias, o violonista argentino Lucio Yanel, radicado em Caxias do Sul, objeto de longa entrevista na Zero Hora, disse ao repórter:

- Sou um autodidata. Nunca estudei. Nasci assim. Não vou dizer que sou a reencarnação de Andrés Segovia (famoso violonista espanhol desencarnado há muitos anos). Mas posso dizer que aquilo que nós, músicos, tocamos é uma espécie de mediunidade. Toco como se estivessem me ditando algo.

Pessoalmente, acho que o Yanel é mesmo a reencarnação de Segovia. Cheguei a essa conclusão depois de ouvir o violonista argentino acompanhar a declamação de versos do Jayme Caetano Braun, em vídeo que me foi encaminhado pelo amigo José Dirceu Dutra, de São Miguel das Missões. Yanel faz mesmo lembrar o estilo de Segovia, como o leitor poderá conferir. A propósito, Pedro Irineu Dahmer, advogado inativo, diplomado em 1982 pela Faculdade de Direito de Santo Ângelo, músico muito ativo, toca gaita e canta profissionalmente, traz seu depoimento:

- O músico, além do dom, tem memória auditiva acima do normal. Olha, estou num patamar abaixo do Lucio Yanel, mas posso garantir que o pupilo dele nos shows, o também violonista Yamandu Costa, sempre tem a presença do falecido pai dele ao lado. Eu mesmo já vi o rosto do pai no rosto do filho. E eu, quando canto em alemão, sinto a presença dos meus antepassados. E, em especial, do meu avô que encosta e me dá uma energia diferente. Aí eu me sinto um alemão lá dos Alpes alemães mesmo.

O Pedrinho, como era chamado na Faculdade, já se apresentou em vários países europeus e fez sucesso na Baviera. Segundo o Luís Mazzanti Batista (41 anos de trabalho na Faculdade de Direito), o Pedrinho então era jovem e magro. Ao contrário de hoje, que está com 58 anos e gordo, abaixo de chope...  Enfim, os grandes músicos são médiuns autênticos, como Yanel, Yamandu, o Pedrinho e o violinista André Rieu, que maneja o instrumento como se estivesse fora do mundo. E tantos e tantos outros músicos, pintores e escritores de todos os tempos.

A FRASE DE HERCULANO PIRES: “Estude o Espiritismo e não se deixe levar por tolices. Dedique-se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o mestrado em Espiritismo só se realiza no Plano Espiritual. Na Terra, somos todos aprendizes”.

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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