Coluna de Pedro Belmonte

Karlinski
09 de Março de 2019 às 06:01

Programa Aldeia Global foi berço de excelentes radialistas. Caso de Cláudio Muzak Karlinski, que acabou se transformando no âncora mais longevo, em 41 anos, a serem completados em 18 de setembro. Quando lancei o programa, Karlinski era operador de som. Necessitava dum repórter para a Unidade Móvel. Andres havia dito que Karlinski demonstrara interesse em migrar da mesa de operações a de locução. Resolvi testá-lo. Nos três anos em que ancorei o programa esteve comigo. Quando fomos fazer a cobertura da visita de três dias, do Papa João Paulo II, a Porto Alegre, em 1980, Karlinski estava na equipe. Naquele mesmo ano deixei a Sepé, transferindo a condução a Antônio Paulo do Evangelho de Oliveira. Com sua saída, Cláudio Karlinski assumiu o comando exercendo-o por mais de 20 anos.

Heróis esquecidos

No último Carnaval, em meio a homenagens a tantas entidades, instituições e símbolos (Satanás um deles), os grandes esquecidos foram os bombeiros de Brumadinho. Os heróis, cogitados a receber o Prêmio Nobel da Paz, até hoje estão na lama, alguns sofrendo as consequências do contato com materiais tóxicos, no penoso, mas necessário resgate de corpos. Além das condições desfavoráveis, ainda enfrentam o atraso de seus salários. Agora, também, a indiferença dos carnavalescos. Sequer uma faixa, um cartaz, absolutamente nada.

Bolsonaro & Moro
Ministro Sergio Moro sofre os entrechoques do governo Bolsonaro. Pior deles, até aqui, a demissão da Cientista Política, Ilona Szabo. O ex-juiz vem penando com os acontecimentos palacianos. No caso Ilona, a pressão veio dos seguidores do presidente, nas redes sociais, derrubando-a. Vice-presidente, Hamilton Mourão, lamentou. A carta branca prometida a Moro não existe ou Bolsonaro quer mostrar quem manda. Está na hora de esquecer a campanha e viver a liturgia do cargo de presidente. Precisa falar menos, frear os filhos, dar basta ou moderar uso do tuite, fugir de questiúnculas. Deve afinar o discurso com seus assessores diretos, evitando brechas, tornando a administração a mais monolítica possível, não dando munição a oposição, num momento de guerrilha ideológica, distorção de fatos, transformados em Fake News. Vem ai votações decisivas, da previdência e do anticrime. Coesão será necessária, para evitar desgaste do Ministro da Justiça e Segurança, assim como o fogo amigo. Seria prato cheio à oposição caso não estivesse fragmentada, desde a eleição presidencial, emperrando a formação do sonhado bloco único. Partidos de esquerda não aceitam a hegemonia do PT.

Lava-jato
Presidente Jair Bolsonaro defende Lava- jato da Educação.  Brasil gasta mais no setor, em relação ao PIB, do que a media dos países desenvolvidos, mas está colocado nas últimas posições no Programa Internacional de Avaliação (PISA). Gastamos mais do que países desenvolvidos. Gastos aumentaram de R$ 30 bilhões no governo Lula para R$ 130 bilhões com Dilma-Temer.

Parcelamento
Governador Eduardo Leite começa a ser a cobrado. Com a continuidade dos atrasos nos salários dos servidores, circulam na rede criticas ao que disse no auge da campanha. “Não é preciso parcelar os salários. Dinheiro não falta. O que falta é um bom gerenciamento e reorganização do fluxo de caixa”. Fala que rendeu votos ao então candidato, agora se volta contra Leite. Funcionalismo aguarda ‘gerenciamento e reorganização do fluxo de caixa’, prometidos.

Oncologia
Região missioneira receberá serviço de Oncologia médica pelo SUS no Hospital Santo Ângelo, a partir de segunda-feira, 11. Aprovação do projeto ocorreu ano passado, depois de gestões do Deputado Eduardo Loureiro junto ao então Secretário de Saúde, Joao Gabardo dos Reis. Atendimento aos moradores dos 24 municípios, componentes da 12ª Coordenadoria de Saúde, ocorria em Ijuí ou Santa Rosa.

Velório
Recorrente a troca de e-mails e postagens, com ofensas mútuas, entre petistas e antipetistas. Repetiu-se na sexta, 1º, na morte do neto de Lula, Arthur, sete anos, vítima de meningite. No meio das manifestações contrárias ao ex-presidente, algumas envolveram o menino, sem culpa dos malfeitos do avô, preso por corrupção e lavagem de dinheiro, condenado duas vezes, cada uma com penas superiores a 12 anos. Deplorável. A solidariedade à dor alheia deve prevalecer e em nenhum lado o ódio ideológico-partidário ser cultivado. No velório, Lula discursou. “Quando eu for para o céu, vou levar meu diploma de inocente”, prometeu ao neto.

Deltan
Procurador da Lava-jato, Deltan Dallagnol, demonstra preocupação pelo que possa acontecer na quarta-feira, 13, no STF. “Nesse dia pode ser decidido o presente, passado e futuro da força-tarefa e das investigações de corrupção, envolvendo nomes de políticos” – lamenta. 

Intimado
Lula será ouvido na sexta-feira, 22. Prestará esclarecimentos em inquérito da PF, envolvido na delação premiada de Antônio Palocci. Nela o ex-homem forte dos governos petistas informou ter feito entrega de dinheiro vivo a Lula. PF quer mais detalhes sobre repasses que constam na planilha da Odebrecht.  Conforme Palocci teriam ocorrido em 2010. Contou que Lula tinha uma conta corrente de propinas no valor de R$ 300 milhões. Advogado Cristiano Zanin nega, classificando de mentirosa a afirmação de que o ex-presidente recebeu algum valor de Palocci.

Benito
Professor Benito Barbosa Izolan, natural de Santo Ângelo, conhecido e respeitado no Litoral, morreu, aos 85 anos, no final de fevereiro, em Osorio, onde residia desde1953. O legendário professor Benito, formou-se em História e Geografia e mais tarde em jornalismo, pela PUC. Na Capital foi repórter do Correio do Povo e Folha da Tarde, entre outros. Era o mais velho da família, composta pela irmã Iolanda e os irmãos Augusto, Marconi, Plinio, Tomas e Floriano. Foi casado com Yolanda, falecida em 2015. Era filho de Santo e Lisbela Izolan, a ‘Dona Kena’, residentes durante anos em Santo Ângelo.

 Jornalista, com passagem por diversos jornais e rádios do Rio Grande do Sul, atualmente coordena o projeto Santo-Angelenses. Escreve nas edições de sábado. 

Email: pedro.a.s.belmonte@hotmail.com

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