Coluna de Renato Schorr

Léo Petersen Fett
05 de Outubro de 2017 às 08:52

De saudosa memória, Léo nos deixou um vasto legado através dos seus escritos, alguns, apenas alguns, estão compilados no livro Memórias Vivas, uma obra extraordinária e de um valor imensurável. Até os seus derradeiros dias, embora nonagenário, Léo estava com a mente afiadíssima. Sempre presente nos encontro literários, artístico/cultural, entre os primeiros a chegar. Detentor de elevado grau de sensibilidade e em especial, com vocabulário expressivo e requintado, tal a sua biblioteca, transferia para o papel, qualquer assunto, com enorme facilidade.

Agrônomo de formação, pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba/SP, escolado pela vida, diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais, Léo flutuava entre atividades agrícolas, industriais, comerciais, criacionistas, políticas, tropeirismo (tropeou mulas de navio à Grécia), cooperativistas, tudo devidamente registrado em Memórias Vivas, permeava as atividades com facilidade impressionante, como senhor absoluto da situação.

Havia poucos dias, junto ao Instituto Federal Farroupilha, encontramos Amando Dala Rosa e entre uma árvore e outra, que Amando nos colocava as razões do plantio desta ou daquela, pois a área pertencera à Cotrisa, na qual ele desenvolveu suas atividades profissionais, falamos da mesma área, vieram a tona, atividades e ações de Léo Fett, junto a Cooperativa, dentre elas, plantio de árvores e da incrível atitude empreendedora e realizadora, deste impulsivo vencedor, um verdadeiro intrépido.

Léo, sem dúvida alguma mereceria da sociedade local, um grande reconhecimento, diante da sua importância, considerando a forte participação em atividades desenvolvimentistas local/regional, se constitui numa figura exponencial, um protótipo a ser seguido. A sua vida foi pautada no trabalho, no aperfeiçoamento técnico, na participação coletiva, um laborioso cidadão que jamais se omitiu, nem mesmo, em externar a sua opinar, embora confrontasse frontalmente.

Defensor intransigente da memória da cidade, dentre eles, a Estação Ferroviária de Santo Ângelo, onde a família de seu pai desembarcou no ano de 1931,  exatamente, nesta estação. No mesmo local, no ano de 1938, chegava o primeiro trator (Deutz) adquirido por Alfredo Leopoldo Fett, vindo da Alemanha. Segundo consta, foi com este trator que se realizou (como menciona) “a primeira” lavoura de soja mecanizada do Brasil, ainda que consorciada, tornando-se o primeiro exemplar a rasgar o solo gaúcho, Grande, sem tração animal, incrementando a agricultura.

Seus registros são impressionantes, desde o local ao universal. Tal Antônio Carlos Rousselet, Léo Fett e outros acadêmicos da ASLE, afirmam taxativamente, que o nome correto do nosso riacho é Taquarinchim! Sim, sem o “i”!
 

Advogado e tradicionalista. Escreve nas edições de quinta-feira.

Email: renatinhoadv@yahoo.com.br

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