Coluna de Renato Schorr

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08 de Março de 2019 às 16:56

Alguém escapa? Um único alguém!? Sem dúvidas, os seres bem humildes, humildíssimos estão livres! Livres do quê? Livres das cobranças por resultados de administradores, professores, decisores, investidores, lavradores, consumidores, arcanjos, eleitores, depreciadores, avaliadores, moleques, jogadores, médicos, legisladores, até mesmo das letras interpretadas por certos cantadores. Mas a vida segue e segue em ritmo acelerado, passos largos, por vezes descontrolados, assustadiços, parece, em busca de algo que está terminando/acabando.

Quais seriam os motivos e quais os algo, em busca? Os mais acelerados talvez busquem respostas para os resultados inalcançados. Os de segundo plano, inconformados ante o giro da roda, que tanto pensam deva pender apenas para si! Decepção geral? Sim e não! Com o não se diz sim e do sim se faz um não! Complicado, também! Tudo complicado. O mundo se transforma de modo agilíssimo e as respostas sempre deixam a desejar. Mas o que o povo quer? O povo quer o bolso recheado de numerário, quer caviar e espumante de ouro! Em contrapartida, participa com discussões estéreis e fomenta o fogo com gravetos.

Há gente com um tal PHD nisso e naquilo e sequer sabe da existência de pessoas pelo mundo, fomentando crises, instalando discórdias e patrocinando anarquias, com as quais faturam altos valores, somente praticando maldades e as motivando como se nada fosse da sua alçada! Formamos pelo país e pelo mundo afora, títulos e mais títulos phd’s, estes alçam pessoas a cargos elevadíssimos, contudo, em infinitos casos, esses estão totalmente divorciados das funções e sua especialidade desconhece da razão do próprio cargo, remunerado a preço de dólar, euro e outros, quiçá, vindos dos aliens.

Fazer-se de mouco é o primeiro passo para livrar-se de discussões ignóbeis e descabidas, pela via dos fanáticos seguidores daqui, dali e de lá! Somos um só! Longe vai esse tempo em que nos abraçávamos nos rincões construindo cidades, hospitais, logradouros religiosos, locais de práticas esportivas, lazer, convívio fraterno, associações empresariais e até mesmo as sindicais. Onde o povo quer chegar? Podemos divisar uma fragmentação, logo, quando uma parcela busca um caminho, outra se antepõe e explode em contrariedades, exatamente, visando antepor-se ao outro contingente!

Os apoiadores de uns e de outros hoje estão em estado febril, por divididos, nada veem numa ação, exceto, a imagem do responsável, ligando-a diretamente ao mal ou ao bem, segundo as convicções do opinante e seus asseclas, muitas vezes salpicado pelas heresias aplacadas por alguém com o qual simpatiza. Estamos nos comportando como meninos manhosos, temperados de inconsequência! Imaginamos que Deus (nele acreditamos, por razões nossas), tivesse que atender, individualmente, em ações conjuntas, o faria? Somos uma nação rebelde e odiosa politicamente! Problemas? Não faltam! Onde? Todos sabem! Resolve-los? Nossa (povo) missão! Cada qual deve contribuir com seu quinhão. Eximir-se é covardia. Atribuir somente aos outros, irresponsabilidade.

Advogado e tradicionalista. Escreve nas edições de quinta-feira.

Email: renatinhoadv@yahoo.com.br

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