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Tributo à Música Missioneira lembra ícones da Música Nativista

Espetáculo de música nativista levou bom público ao Centro Histórico

09 de Dezembro de 2011 às 19:00
Tributo à Música Missioneira lembra ícones da Música Nativista
Arnobio Bilia e Gilberto Monteiro

 As mais consagradas músicas de Cenair Maicá e Tio Bilia ecoaram no Centro Histórico de Santo Ângelo nesta semana. Nas noites de quarta e quinta-feira, dias 7 e 8 respectivamente, pouco mais de uma dezena de músicos interpretaram os maiores sucessos dos músicos missioneiros que marcaram a história da música nativista do Rio Grande do Sul para um bom público que acompanhou as apresentações.
O show “Tributo à Musica Missioneira: Uma homenagem a Cenair Maicá e Tio Bilia" contou com as participações (no dia 7) de Pedro Ortaça e da Familia Maicá e (no dia 8) de Luiz Carlos Borges, Gilberto Monteiro e Arnobio Bilia.

Cenair Maicá (1947-1989)

O cantor e compositor nascido em Águas Frias, no atual município de Tucunduva (então distrito de Santa Rosa) era dono de uma voz encorpada e ao mesmo tempo suave. Cenair gravou indelevelmente também seu nome entre os grandes da arte popular gaúcha. Homem e artista da melhor extração missioneira, colocou sempre sua voz e seu talento a serviço de sua terra e de sua gente. A exemplo e ao lado dos outros "troncos missioneiros" (seus parceiros e amigos Noel Guarany, Jayme Caetano Braun e Pedro Ortaça), personificou a identidade histórica e cultural de sua região.

Também junto a eles, foi responsável por inserir as Missões no mapa histórico e cultural oficial do Estado, desencadeando a redefinição de uma identidade gaúcha até então calcada quase exclusivamente na exaltação dos senhores feudais da região da campanha. Entre as diversas composições destacam-se: Baile do Sapucay, Balaio, Lança e Taquara, Balseiros do Rio Uruguai, Canto dos Livres e Gana Missioneira.

Antônio Soares de Oliveira, o Tio Bilia (1906-1991)

Foi compositor e gaiteiro brasileiro. Começou a tocar aos 10 anos, no interior do atual município de Entre-Ijuís. Aprendeu a dedilhar o instrumento sozinho, ouvindo outros gaiteiros. Apesar de ter se tornado famoso só na década de 1950, Tio Bilia já animava os bailes do interior há muito tempo, pois tocava em bailes desde os quatorze anos de idade. Até os 85 anos, quando morreu, gravou 111 músicas. Gravou seu primeiro LP, o Baile Gaúcho, com Virgilio Pinheiro e seu conjunto. Foi um autodidata. É bastante reverenciado na região das Missões. No bairro Pippi, uma escultura de três metros de altura foi erguida em sua homenagem. Xote Laranjeira, Missioneiro, Vanerão do Bugio e Bugio da Oito Baixos estão entre as suas principais composições.

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Fonte: Prefeitura de Santo Ângelo

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