Notícias: Esportes

“Vestir a camisa da seleção brasileira foi uma das melhores sensações que eu já tive”, diz Leonardo Klassmann Waszkiewicz

Jogador de basquete do Unitri está de férias em Santo Ângelo, visitando os familiares

07 de Julho de 2012 às 08:30

De férias em Santo Ângelo desde o dia 24 de junho, o jogador de basquete Leonardo Klassmann Waszkiewicz, 23 anos e 2,11 metros de altura, que joga pelo Unitri, de Uberlândia, em Minas Gerais, recentemente disputou o Sul-americano pela Seleção Brasileira, ficando com o quarto lugar da competição. “Foi uma experiência muito boa. Conseguimos vaga para a Copa América, que era nosso principal objetivo, mas, particularmente eu queria ser campeão”, observou o atleta, em visita a redação do Jornal das Missões.

Sua trajetória no esporte iniciou ainda na escola, quando foi convidado pelos professores do Colégio Missões para disputar os Jogos Escolares de Basquete, o tradicional Jergs. “No início eu não gostava de basquete. Jogava futebol. Fui convidado pelo professor Fabrício para os jogos e me destaquei. Depois, outro professor, o Paulinho, fez contato com o ‘Bira’, de Lajeado, onde fui campeão gaúcho”, conta.
Depois de Lajeado, Leonardo atuou cinco meses pelo Pinheiros, de São Paulo. Foi quando surgiu a chance de mudar de país. Embarcou para a Espanha, e, na primeira temporada na Europa, foi campeão da quarta divisão espanhola, sendo destaque novamente. “Fiquei quatro temporadas na Espanha e atuei por três times diferentes. No terceiro ano por lá joguei na principal liga espanhola e a segunda melhor liga mundial. Fui embora da Europa pela crise econômica”, observa.

De volta ao Brasil, Leonardo foi sondado por vários times. Escolheu aquele que lhe apresentou o melhor projeto, muito além do plano econômico: o Unitri, de Uberlândia. “Já estou indo para minha segunda temporada lá. O basquete é o principal esporte de Uberlândia, uma cidade de 700 mil habitantes, com uma torcida fanática, que sempre lota o ginásio. Me chamam de ‘Xodó de Uberlândia’ por lá”, relata.
A escolha do atleta deu certo. Além de ser um dos destaques da equipe, foi eleito um dos destaques do NBB, principal Liga de basquete brasileira. Também recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira de basquete. “O técnico da seleção e os diretores da Confederação estão montando uma seleção com jovens para a Olimpíada de 2016. Estão iniciando um trabalho. Vestir a camiseta da seleção brasileira foi uma das melhores sensações que eu já tive”, complementa.

Apoio da família foi fundamental para Leonardo 

Desde os 16 anos fora de Santo Ângelo, disputando campeonatos e treinando arduamente, o jogador de basquete Leonardo relata que, sem o apoio da família, não teria prosseguido como profissional do esporte. “Muitas vezes pensei em desistir, mas meu pai nunca deixou. Hoje vejo como isso foi importante pra mim. A família sempre foi o apoio principal”, observa.

PLANOS

Os planos para o futuro já estão na cabeça de Leonardo. Um, é participar do “Draft”, seletiva onde os técnicos da NBA, a melhor liga do basquete mundial avaliam os jogadores. “Quando me sentir preparado, vou participar”, avisa. O outro projeto é incentivar o esporte. “Quando eu parar, quero fazer um bom projeto em Santo Ângelo para incentivar a garotada no basquete”, projeta.

Segundo o jogador, mais incentivo é o que falta para o basquete deslanchar no Brasil. “Já melhorou muito nos últimos anos, principalmente com mais patrocinadores apostando no esporte. Mas ainda falta muita coisa. Inter e Grêmio, por exemplo, podiam ter seus times de basquete. Com o salário de um Kleber ou D’Allessandro dá para montar um time mediano. Aqui no sul, olham só para o futebol. Lá em Uberlândia, por exemplo, só um patrocinador injeta 3 milhões no clube”, complementa.
 

Fotos vinculadas

Leonardo (esquerda) com a Seleção Brasileira na disputa do Sul-americano de basquete

Por Fernando Goettems - fernando@jornaldasmissoes.com.br

Mais Notícias: Esportes