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Professores da rede pública estadual paralisam aulas por três dias e fazem manifesto no centro de Santo Ângelo

Cpers coordenou movimento que fez denúncias sobre o descaso do Estado com a educação

25 de Abril de 2013 às 09:15
Professores da rede pública estadual paralisam aulas por três dias e fazem manifesto no centro de Santo Ângelo
Professores fizeram caminhada na Rua Antunes Ribas. Fotos: Cristiano Devicari/JM

“Tarso mané, não paga o piso porque não quer!”. Com esta expressão o 9º Núcleo do Cpers Santo Ângelo e professores da rede estadual realizaram manifesto nesta quarta-feira (24).

Na ocasião, os profissionais da educação promoveram atividades simulando cinco períodos de aulas em diferentes locais.

O movimento pede ao Estado professores em todas as turmas, bibliotecas funcionando nos três turnos, com equipe de recursos humanos completa, materiais de laboratórios de informática, entre outros, além de funcionários suficientes para limpeza, cozinha e secretaria de escola, assim como condições dignas de trabalho. Também exigem o cumprimento do Piso Nacional, aplicação de 35% da receita da receita líquida do Estado em educação, a aplicação de 10% do PIB na educação pública e respeito à lei de gestão democrática.

PACOTE DE DENÚNCIAS

No primeiro período, os professores colocaram faixas em protesto contra o governador, além de 1.145 balões pretos e brancos num gesto simbólico da atual situação da educação.

Conforme a presidente do 9º Núcleo do Cpers, Marlene Stochero, a atividade contou com 845 balões pretos representando os dias em que Tarso Genro não está pagando o piso nacional dos professores e mais 300 balões brancos com reivindicações e denúncias contra o Governo Estadual. Pacotes de denúncias com as fotos de Tarso Genro e dos deputados Jeferson Fernandes (PT) e Aloísio Classmann (PTB) foram carregado pelos professores durante os protestos.

CÂMARA DE VEREADORES

Já no segundo período, o movimento fez a entrega de documento à Câmara de Vereadores apresentando denúncias sobre o descaso do Governo Estadual na educação.

14ª CRE

Depois, no terceiro período de mobilização, os educadores colocaram balões nas grades em frente à 14ª Coordenadoria Regional de Educação e em seguida participaram de um saboroso recreio com frutas, bolachas, goiabada e água mineral.

MINISTÉRIO PÚBLICO

No quarto período, as lideranças do Cpers entregaram denúncias ao Ministério Público sobre o quadro da educação. E por fim, no quinto período, os participantes foram dispensados como forma simbólica para representar a falta de professores e funcionários na rede estadual de educação, principalmente de merendeiras para fazer a alimentação das crianças, dentro do programa Mais Alimentação.

PROGRAMAÇÃO

A presidente do Cpers, Marlene Stochero, conta que ao todo são três dias de paralisações. Na terça-feira (23) aconteceu manifesto em Porto Alegre, enquanto na quarta-feira teve mobilização na área central de Santo Ângelo. Nesta quinta-feira (25), às 14 horas, a mobilização prossegue, com plenária sobre a mobilização, no Colégio Getúlio Vargas.

14ª CRE: paralisação foi parcial

A 14ª Coordenadoria Regional de Educação revelou que a paralisação dos professores chegou a cerca de 40% nas escolas estaduais. Conforme a coordenadora adjunta, Tânia Santiago, teve educadores que paralisaram no primeiro dia e outros no segundo. Tânia revela que apenas em duas escolas a paralisação chegou a 100%.

MANIFESTAÇÃO

Tânia Santiago disse, ainda, que a Coordenadoria respeita o direito democrático de manifestação, mas entende que muitos avanços implementados, nos últimos anos, precisam ser reconhecidos pelos professores.

“O governador viabilizou reajuste de 76,6% nos salários do quadro geral da educação, além de melhorias na infraestrutura das escolas, entre outras medidas positivas. Não concordamos, porém, com algumas expressões usadas pelos professores, durante o manifesto. O governador é uma autoridade e merece respeito. Os professores são educadores e precisam dar o exemplo”, observou.

Fotos vinculadas

Presidente Marlene Stochero Educadores realizaram manifesto em frente à 14ª CRE Coordenador adjunta da 14ª CRE, Tânia Santiago. Foto: Arquivo/JM

Fonte: Jornal das Missões

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