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Com pedidos de melhorias no município e no país, manifestantes foram às ruas na capital missioneira

Cerca de 2 mil pessoas participaram do protesto, repudiando a PEC 37,“Cura Gay”, corrupção e outros

24 de Junho de 2013 às 18:55
Com pedidos de melhorias no município e no país,  manifestantes foram às ruas na capital missioneira
Enrolados em bandeiras do Brasil, os manifestantes pararam por 15 minutos em frente à Prefeitura de Santo Ângelo - Fotos crédito: Fábio Petry e Odair Kotowiski

O sábado (22) em Santo Ângelo foi marcado por uma manifestação pacífica. Centenas de pessoas participaram do protesto que iniciou na Praça Leônidas Ribas. Já no começo da passeata, rojões foram estourados, mas não houve nenhum ferido, nem vandalismo.

Tupiara Moreira da Silva, presente na manifestação, disse que estava presente, pois a situação “é insuportável”. “Está um caos, há muita corrupção. Chega a hora em que a gente tem que dar um basta”, afirma Tupiara. Ela levou o filho e a neta. “Ele veio por vontade de lutar por um futuro melhor”, comenta a mãe.

A professora aposentada Jussara Portela Alves, 57 anos, estava lutando pela melhoria na saúde da capital missioneira. “Precisei de neurologista, no dia 12 de dezembro do ano passado, mas não tem neurologista em Santo Ângelo, minha consulta está marcada para o próximo mês e em outra cidade”, desabafa Jussara.

Os comerciantes Josias do Prado e Bilva Rodrigues protestavam pela valorização do comércio na cidade de Santo Ângelo. “Somos nós que damos emprego às pessoas na cidade. Queremos mais respeito com a redução dos impostos”, salienta Josias.

Formandas em Fisioterapia Sabrina La Bella e Helena Amaral estavam pedindo fisioterapia na rede de saúde municipal.

Um dos organizadores da passeata, Nahin Santos, afirma que os protestos devem continuar. “Esperamos que seja tranquilo, as pessoas estão ligando e dizendo para esperarmos, que já estão chegando. Acreditamos que está não será a única manifestação”, falou Santos no início do protesto.

Por onde passavam os manifestantes ganhavam o apoio da população. Os protestos que eram para encerrar na Esquina Democrática, prosseguiram, com alguns manifestantes, até a residência do prefeito Luiz Valdir Andres. No local houve gritos e pedidos de melhorias na cidade.

Centenas de cartazes repudiavam a PEC 37 (que tira poder de investigação do Ministério Público) e a “Cura Gay”. Os manifestantes enrolados em bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul pediam o fim da corrupção, saúde e educação para a população santo-angelense.

Segundo o comandante do 7º RPMon, Major Jacob Pinton, cerca de mil pessoas compareceram ao protesto. Já para os organizadores aproximadamente 2 mil manifestantes foram às ruas no sábado.

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Por Taís Machado (tais@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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