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Descubra como são feitas as bombas e cuias, peças fundamentais do chimarrão
17 de Setembro de 2013 às 10:18
Descubra como são feitas as bombas e  cuias, peças fundamentais do chimarrão
Mãos habilidosas e conhecimento técnico manuseiam as bombas, para dar o acabamento

Tomar um bom chimarrão é um hábito bastante comum entre os gaúchos, tanto os que residem no Rio Grande do Sul, quanto dos que foram morar em outros estados e países. Porém, como são produzidas as bombas e cuias de chimarrão que alegram os dias dos mateadores? É o que vamos revelar aos leitores do Jornal das Missões.

Segundo o sócio-proprietário da Fama Indústria e Comércio, Altamiro Gebert, as bombas e bocais são produzidos a partir da fundição dos respectivos metais – prata, ouro ou aço inox –, independente do tamanho da peça ou modelo. A empresa produz bombas feitas de prata com detalhes em ouro e bocais de cuias em aço inox também. “Como a prata pura, que se molda com facilidade, não teria durabilidade, então é feita uma liga de prata, adicionando outros metais através de um processo de fundição. São formadas chapas retangulares que serão laminadas e formarão posteriormente as diferentes partes das bombas e bocais”, explica Altamiro.

Separadamente, mas de forma semelhante, é feita a liga do ouro, que também se deforma com facilidade no estado puro. Ele é então fundido com outros metais que lhe darão uma maior dureza. São formadas lâminas que serão soldadas em cima de uma base, posteriormente laminada e da qual será feita a chupeta (ou bico) da bomba e todas as outras partes em ouro. “Podemos dizer que a bomba é divida em cano, bojo, sobrecano, bico e anéis. E estas partes são montadas e soldadas formando as bombas de espessuras que variam entre 0,55 e 0,80 milímetros”, conta o sócio-proprietário. Após esta etapa são feitos os detalhes, que são todos produzidos de forma artesanal, através de pequenas ferramentas manuseadas por mãos habilidosas e conhecimento técnico.

Já as cuias que são feitas de porongos brutos, em um processo que consiste em retirada da parte interna para dar a cavidade. Após a cuia é levada para o torno para dar a circunferência correta, é lixada e polida, e também são realizadas as artes e confeccionados os pés da cuia. “O bocal pode ser de 11, 12 ou 13 cm de diâmetro. Utilizamos a prata e o aço inox num processo parecido com o das bombas, para dar forma e tamanho. Depois soldamos o bocal na cuia e fazemos o acabamento à mão em ouro e pedras”, afirma.

O sócio-proprietário comenta ainda que há 10 anos participam de uma feira anual que acontece na última semana de setembro, voltada para o público lojista de óticas e relojoarias. “São 150 modelos entre cuias e bombas que variam de R$90 a R$ 550. Exportamos para Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, sem contar os estados vizinhos Santa Catarina e Paraná. Nossos produtos também estão na Argentina, Uruguai e Estados Unidos. Neste último não é em grande escala, contudo exportamos para lá”, salienta Gebert. 

Por Taís Machado (tais@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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