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Feira do Peixe deste ano terá prejuízo, diz ex-presidente Sadi Rodrigues

Prejuízo nesta edição pode chegar a R$ 20 mil, segundo o sócio-fundador da Apropesa

18 de Abril de 2014 às 08:00
Feira do Peixe deste ano terá prejuízo, diz ex-presidente Sadi Rodrigues
Comercialização de peixe frito e in natura continua nesta sexta-feira (18)

A Feira do Peixe, que está em sua 21ª edição, começou com impasse entre a Associação dos Produtores de Peixe de Santo Ângelo (Apropesa) e Corpo de Bombeiros. O peixe frito só começou a ser comercializado normalmente no final da tarde de terça-feira (15). O evento, que acontece todos os anos na Praça Ricardo Leônidas Ribas, teve sua abertura oficial suspensa.

Para o sócio-fundador e ex-presidente da Apropesa, Sadi Prestes Rodrigues, esta edição ficará abaixo da expectativa, devido ao impasse gerado com o Corpo de Bombeiros, com um prejuízo de R$ 15 mil a R$ 20 mil. “Fomos lesados nos dois primeiros dias, porque a liberação só saiu na terça-feira à tarde”, disse Sadi.

Ele espera que nas próximas feiras o Executivo dê melhores condições, até mesmo para outros eventos durante o ano, além de isenção nas taxas dos alvarás concedidos pelos órgãos públicos, como Secretaria de Saúde, Deman e Corpo de Bombeiros. “Temos produção suficiente para outras feiras do peixe. Talvez assim consigamos amenizar os prejuízos causados”, comentou. Para ele, a comercialização estimada inicialmente em 15 toneladas será de 8 a 10 toneladas. “Esta é uma data que é difícil vender, pois geralmente as pessoas recebem no início do mês”, ressalta o ex-presidente.

Sadi finaliza dizendo que a feira está a todo vapor. Ele ainda convida: “Venham todos porque peixe não irá faltar”.

A FEIRA DO PEIXE

A feira deverá finalizar ao meio-dia de hoje (18). Participam do evento cerca de dez produtores associados da Apropesa. A associação existe há 18 anos e conta com um total de 28 associados.

São oferecidos peixes “in natura” das espécies carpa-capim, carpa-húngara, carpa cabeça grande, piava e tilápia. O preço do quilo do peixe cru varia de R$ 8,00 a R$ 15,00 e o frito, o pedaço custa de R$ 4,00 a R$ 5,00, dependendo do tamanho.

Também são comercializados vinho colonial, refrigerantes, cucas, pães, entre outros.

A Feira do Peixe é promovida pela Associação dos Produtores de Peixe de Santo Ângelo (Apropesa) e conta com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e Secretaria Municipal de Saúde, além do Departamento Municipal de Meio Ambiente (Demam). 

“Secretaria de Agricultura deu apoio aos participantes da feira”, afirma secretário Vander Moreira da Rosa

Apoiadora da Feira do Peixe, a Secretaria de Agricultura se manifestou sobre o atraso na liberação do Corpo de Bombeiros para o evento. O secretário de Agricultura, Vander Moreira da Rosa, disse que a Secretaria auxiliou a feira com o valor de R$ 10 mil para estrutura, de um total de R$ 14 mil. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas que as liberações de alvarás para funcionamento dependem de prazo”, afirmou.

Para ele, houve divergência dos organizadores em delegar funções, que acabou ocasionando no atraso da entrega de papéis. “A diferença é que este ano foi pedido o laudo da parte elétrica. O Corpo de Bombeiros não liberou porque havia muitos botijões na cozinha, onde o peixe é frito”, explicou o secretário de Agricultura.

Com relação à isenção nas taxas, Vander afirma que os custos totais dos alvarás foram em torno de R$ 300 e que a Prefeitura já havia doado o valor para diminuir os gastos dos produtores. “Cada empreendimento tem um custo, a isenção dá uma margem tão pequena que não creio que irá influenciar no lucro final”, salientou.

O secretário informou também que no início de maio deverá ser entregue o Pavilhão de Hortigranjeiros, situado na Venâncio Aires. O local passou por obras, que custaram cerca de R$ 320 mil. “Dentro do pavilhão haverá um espaço destinado aos produtores de peixe da Apropesa, onde poderão vender todas as terças, quintas e sábados, além de promover feiras durante o ano”, comentou.

A Secretaria de Agricultura também está apoiando os produtores através de custo diferenciado na hora/máquina para aqueles que pretendem construir açudes.

Fotos vinculadas

Sócio-fundador e ex-presidente da Apropesa, Sadi Prestes Secretário de Agricultura Vander Moreira da Rosa

Fonte: Jornal das Missões

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