Notícias: Geral

Safra de extremos

Variação nas condições climáticas faz com que localidades tenham produtividades de soja divergentes

26 de Abril de 2014 às 08:00
Safra de extremos
Clima foi favorável para algumas regiões do município, permitindo colheita acima de 50 sacas/ha. Em outras áreas, porém, média de produtividade ficou abaixo de 25 sacas/ha (Foto: Fernando Gomes/Especial/Arquivo/JM)

Com quase 100% das lavouras de soja colhidas em Santo Ângelo, a safra deste ano tem sido marcada por uma produtividade bastante variada. Pelos resultados obtidos até o momento, o escritório municipal da Emater ainda trabalha com a estimativa inicial esperada para a cidade, de uma média de 42 sacas por hectare, mas, segundo relata o chefe do órgão, o engenheiro agrônomo Álvaro Uggeri Rodrigues, as localidades de Santo Ângelo registram resultados que mostram o quanto as condições climáticas durante o desenvolvimento da cultura foram positivas para uma parcela dos produtores e desfavoráveis para outra. O total plantado na cidade foi de 36.700 hectares.

Enquanto distritos como os de Buriti, Atafona, Três Sinos e União apresentam uma produtividade bastante satisfatória, localidades como o Rincão dos Meotti, Linha Sabiá, Ilha Grande, Lajeado das Pombas e Rincão do Sossego têm índices muito abaixo do que os produtores esperavam para a colheita. “Alguns colheram acima de 50 sacas por hectare, e outros 15, 25, por exemplo. Um deles nos disse ter fechado com uma média de 11”, conta Álvaro, complementando que, até agora, a Emater obteve dados de quase 30 produtores e deverá fechar com 50, número considerado o ideal.

Tamanha diferença nos resultados obtidos pelos produtores deve-se à variação que o clima apresentou nas diferentes localidades de Santo Ângelo. “Houve uma diferença bastante grande no volume de precipitações. E a falta de chuvas periódicas entre janeiro e fevereiro, associada ao calor excessivo registrado na época, foi determinante para as baixas produtividades verificadas”, avalia o engenheiro agrônomo, que classifica esta safra como razoável. “Fica um sentimento de frustração em muitos produtores, porque investiram em tecnologia para ter um potencial de produtividade maior e as condições climáticas acabaram não favorecendo.”

EM 2013
Na safra de 2013, Santo Ângelo havia fechado com uma média de 45 sacas por hectare. Álvaro lembra que foi um resultado considerado excelente, tendo em vista a considerável quebra em 2012. “A safra do ano passado foi de recuperação, porque vínhamos de uma grande seca registrada no ano anterior, quando terminamos com uma média de cinco sacas. Em 2013, o clima teve um comportamento mais favorável”, explica ele, que diz, também, que os produtores têm considerado bom o preço atual da saca, que ontem (25) era de R$ 62.

Fotos vinculadas

O chefe do escritório municipal da Emater, Álvaro Uggeri Rodrigues (Foto: Arquivo/JM)

Por Murian Cesca (murian@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

Mais Notícias: Geral