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Aspa e Adasa protocolam denúncia contra o Rancho LM e Prefeitura

Denúncia foi protocolada na tarde da terça-feira (10)

12 de Fevereiro de 2015 às 08:00

A Associação Santo-angelense de Proteção aos Animais (Aspa) e a Associação Defensora dos Animais de Santo Ângelo (Adasa) protocolaram, na tarde de terça-feira (10), denúncia no Ministério Público contra o Rancho LM e a Prefeitura. Na visão das duas entidades, os animais abrigados no canil municipal, localizado no Rancho, vivem em condições precárias. Entre o material da denúncia, há fotos do local e relatos, postados na internet, de pessoas que visitaram o canil e constataram a situação.

“Tudo o que estava ao alcance e era de responsabilidade das entidades fazer foi feito, que era denunciar a situação, fazê-la chegar ao conhecimento do público e contatar os órgãos competentes. Agora, protocolamos com o órgão que realmente tem o poder de investigar e apurar a situação. Se a Prefeitura alega que este não é um canil municipal, como é feito, então, o controle de zoonoses?”, questiona a assessora jurídica da Aspa e da Adasa, a advogada Cleusa Peixoto. A Aspa é atualmente presidida por Nadir Vier, e a Adasa, por Taísa Cristina Dornelles.

OUTRO LADO
Vencedor da licitação, o Rancho LM presta os serviços de recolhimento e albergagem de cães de rua. A Prefeitura diz que o Rancho “presta esse serviço ao Município, mas não funciona como canil municipal”. Já o proprietário do Rancho LM, Sidnei Lissarassa, em recente entrevista ao JM, afirmou que se trata, sim, de um canil do Município, por ser mantido pela Prefeitura.

Sidnei disse que, ao contrário das acusações que têm sido feitas, os cuidados com os cachorros ocorrem diariamente e os canis são mantidos limpos, com ração à vontade para os animais. Ele ressaltou ainda que muitas pessoas falam sobre o canil sem realmente conhecê-lo ou a seu funcionamento. Segundo ele, os cachorros chegam ao canil em estado debilitado, muito magros e doentes, por isso inspiram cuidados maiores e o tratamento para a recuperação é demorado. 

Fonte: Jornal das Missões

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