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Santo Ângelo tem 381 pessoas em tratamento de HIV/Aids

De acordo com o coordenador do setor de DSTs do município o número real pode ser o dobro

25 de Junho de 2015 às 08:00
Santo Ângelo tem 381 pessoas em tratamento de HIV/Aids
Rafael Teichman, responsável pelo setor de DSTs (Foto: Arquivo/JM)

Mesmo com diversas campanhas de conscientização e incentivo ao uso do preservativo, o número de portadores de HIV/Aids seguem crescendo. Em Santo Ângelo existem 381 pessoas realizando tratamento contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Sida), popularmente conhecida como Aids (do inglês).

Para Rafael Teichmann, responsável pelo setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) de Santo Ângelo, o número de pessoas em tratamento não representa o número real de infectados. “Esses casos são, com certeza, bem maiores que isso. Esse número facilmente dobraria se a gente fosse atrás de todos. Existem portadores que se tratam fora do município, outros que não fazem exame e não sabem que estão infectados, e pessoas que buscam tratamento particular, estes não são contabilizados”, conta.

Os pacientes de HIV/Aids da saúde pública de Santo Ângelo são divididos em 49% mulheres e 51% homens. A faixa etária que mais contempla pessoas infectadas é de 30 a 39 anos. “O HIV é transmitido pelo sangue. Qualquer contato que seja por uso de drogas com seringas, contato com machucados sem o cuidado necessário e principalmente pela relação sexual, são agentes de transmissão”, afirma Rafael.

O principal ponto a ser trabalhado na questão de combate à Aids é a conscientização da população sobre o uso indispensável do preservativo. “Com todo investimento que é feito pelas esferas do governo é uma doença que deveria estar controlada e não é o que acontece.”

De acordo Rafael, a aceitação da doença varia em cada paciente. “As reações são das mais diversas formas. Tem gente que leva numa boa e tem uma vida normal, mas outros se deprimem e precisam de atendimento psicológico”, revela.

Com relação às pessoas infectadas, o público da atualidade está sofrendo uma remodelação. “O número de homens infectados já foi muito maior. No passado o HIV era atrelado a uma doença entre os homossexuais, que não é o que ocorre hoje. Nosso crescimento da doença está entre os heterossexuais, pela falta do uso de preservativo. O crescimento em mulheres também tem ocorrido já que muitas descobrem que estão com o vírus durante a gestação”, finaliza.

Os primeiros sintomas da Aids são febre e tosse seca, que podem ser confundidos com um simples resfriado, manifestam-se de 3 a 6 semanas após a contaminação com o vírus HIV. Porém, o teste do HIV só deve ser feito 40 a 60 dias após o comportamento de risco, como contato íntimo desprotegido ou troca de seringas, pois antes deste período, o resultado pode ser um falso negativo.

Fonte: Jornal das Missões

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