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INSS: Médicos peritos retornam ao trabalho mas seguem em ‘estado de greve’

A partir do dia 25, médicos peritos voltam a atender casos de primeiro exame

21 de Janeiro de 2016 às 08:00
INSS: Médicos peritos retornam ao trabalho mas seguem em ‘estado de greve’
Agência de Santo Ângelo recebeu grande demanda de atendimento de pessoas de toda região em função de não ter participado da greve (Foto: Andrei Fucilini)

Após mais de quatro meses em greve, os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem voltar ao trabalho na próxima segunda-feira (25). A greve começou no dia 4 de setembro do ano passado. No entanto, será mantido o estado de greve. Os profissionais farão apenas o atendimento àqueles que ainda não se submeteram à perícia médica inicial. Também não estão descartadas novas paralisações.

REFLEXO EM SANTO ÂNGELO
A agência do INSS de Santo Ângelo conta com três médicos peritos. “Nenhum deles entrou em greve, só que tivemos uma grande demanda de atendimentos em função de que a região toda está vindo para cá fazer perícia. Como houve greve em várias cidades dos arredores, o pessoal se deslocou para fazer as perícias em Santo Ângelo”, explica Marlene Friedrich, gerente substituta e chefe do benefício.

Ainda de acordo com ela, “desde setembro, quando iniciou a greve, a demanda aumentou muito. O benefício está sendo agendado para cerca de 60 dias para frente. Tem perícias também que estavam sendo feitas direto no balcão”, conta.

FIM DA GREVE
A decisão de retornar ao trabalho foi tomada em assembleia geral extraordinária da categoria no último dia 16, conforme registra nota da Associação Nacional dos Médicos Peritos (Anmp). “Os peritos médicos do INSS irão retornar aos postos de trabalho, em estado de greve, para manter apenas o atendimento essencial, ou seja, aqueles que ainda não se submeteram à perícia médica inicial. Os segurados que já se encontram amparados pelo benefício previdenciário têm seus direitos mantidos e deverão continuar recebendo”, diz o texto.

Conforme estimativa divulgada pelo INSS no início deste mês, mais de 1,3 milhão de perícias deixaram de ser feitas em todo País desde o começo da greve.

Entre as reivindicações dos profissionais está o aumento salarial de 27,5%, em no máximo duas parcelas anuais, a efetivação em lei da redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, a recomposição do quadro de servidores e o fim da terceirização da perícia médica, com retorno da exclusividade da carreira médica pericial.

Fonte: Jornal das Missões

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