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Mais de 20 mil pessoas visitaram o Museu Municipal em 2016

Ponto turístico e cultural conta a história de Santo Ângelo, inserida na história das Missões

17 de Novembro de 2016 às 08:05
Mais de 20 mil pessoas visitaram o Museu Municipal em 2016
Museu Municipal foi criado em 8 de outubro de 1985 (Fotos: Raiza Goi/JM)

A frase “Em seu aparente silêncio, o passado conta sua história”. na chegada ao Museu Municipal “Dr. José Olavo Machado”, em Santo Ângelo, convida aos que passeiam e vivem no município a conhecerem os vestígios da cultura, que fazem parte da história da capital das Missões. Neste ano, entre visitantes internacionais e de outros estados e municípios, passaram pelo local, até o mês de outubro, o total de 20.584 pessoas. Até o momento, outubro foi o mês em que um maior público visitou o Museu, com 5.766 pessoas que passaram pelo ponto cultural no período. Desde 2009, o espaço vem recebendo mais de 30 mil visitantes anualmente. De 2009 a 2015, o ano que recebeu maior número de visitas foi 2014, com 37.844. No ano passado, o local recebeu o total de 33.784 visitantes. 

Localizado na Rua Antunes Ribas, em diagonal com a prefeitura, o prédio que abriga o Museu Municipal constitui-se em uma das mais antigas edificações conservadas do período pós-jesuítico na região missioneira. Foi construído pelo português Bernardo José Rodrigues, entre os anos de 1870 e 1880. Posteriormente, foi habitado por Ulysses Rodrigues, último intendente e primeiro prefeito de Santo Ângelo. Por tratar-se de uma preciosidade representativa da história e da arquitetura que compõem o núcleo inicial da cidade de Santo Ângelo, foi tombado pela Lei Municipal de número 1794 em 20/04/1994. O Museu foi criado em 8 de outubro de 1985. 
Uma das funcionárias responsáveis pelo Museu, Clotilde Mousquer Farias, explica que o visitante que chegar ao local vai encontrar uma exposição, em sua maioria permanente, que conta a história local de Santo Ângelo inserida na história das Missões. No espaço, há artefatos remanescentes da época da redução de Santo Ângelo Custódio, que lembram este período. “O Museu está organizado em três fases da história: o primeiro é o período que mostra a cultura Guarani, em que viviam aqui só os indígenas, que chamamos de nossa pré-história. O homem branco, no caso o Jesuíta, ainda não tinha chegado. O segundo período é o de Missões, que abrange todos os sete povos, sempre nos reportamos aos 30 povos da América. São nove no Paraguai, 15 na Argentina e os sete nossos aqui no Estado. O terceiro período traz a colonização portuguesa, após o encerramento do trabalho dos jesuítas aqui pelo Tratado de Madrid, com a vinda desses primeiros portugueses, a ocupação e o início da colonização, a vinda dos demais imigrantes, a parte de indústria e comércio e o lazer e a cultura da época, até os nossos dias”, conta Clotilde,  complementando que nos últimos tempos, a história das Missões vem sendo bem disseminada, com cada vez mais pessoas interessadas em conhecê-la. 
Clotilde conta que o público que faz turismo em Santo Ângelo, geralmente visita o Museu Municipal, a Praça Pinheiro Machado (que possui muitos elementos que se reportam também a história das Missões), a Catedral Angelopolitana, o Memorial do Colégio Teresa Verzeri, o Memorial Coluna Prestes (na antiga estação férrea) e o Museu Marechal Randon (localizado no 1ºBCom). A funcionária do Museu ainda destaca que o município é caminho para quem visita  São Miguel das Missões, São João Batista, Santuário de Caaró, São Nicolau, São Luiz Gonzaga e vários outros atrativos da região.
Por ser o mês de aniversário do município e início do ano letivo, quando as escolas locais estudam a história de Santo Ângelo, março é considerado um período com bastante visitação no Museu. No entanto, o ponto alto de visitação ocorre nos meses de outubro, novembro e início de dezembro. “Os estudantes representam o maior número de visitantes. Alunos de 5º e 6º ano do Estado têm em seu currículo escolar abordagem do período jesuítico, a história das Missões. Então, eles estudam em sala de aula e os educandários aproveitam viagem anual ou passeios para direcionar para a região das Missões”, destaca Clotilde. 
 
Horário de funcionamento
Atuam no museu três funcionárias que são professoras ligadas à Secretaria Municipal da Cultura, com capacitação na área de história, trabalhando de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Nos sábados, domingos e feriados, por determinação da administração municipal, o guarda do Museu abre o local para os visitantes. Em sua maioria, as excursões que visitam o ponto cultural já contam com guias locais, mas as funcionárias também atuam fazendo o acompanhamento de quem visita o Museu e prestando informações sobre outros pontos da cidade.
 
 
 
 

Por Raiza Goi

Fonte: Jornal das Missões

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