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Polícia prende quatro suspeitos da morte de universitário

Crime ocorreu na noite de terça-feira, próximo ao câmpus da URI

26 de Fevereiro de 2015 às 08:50
Polícia prende quatro suspeitos da morte de universitário
Claudiomiro da Silva Santos era estudante de Direito da URI (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Uma morte foi registrada às 23h15 de terça-feira (24), na Travessa Azaléia, no Bairro Menezes, próximo do câmpus da URI Santo Ângelo. O universitário, aluno do curso de Direito, Claudiomiro da Silva Santos, de 43 anos, estava no interior de um veículo Corsa, placas IMJ 3036 acompanhado de uma mulher quando foram abordados por dois elementos armados. A vítima foi morta com dois disparos de arma de fogo.

A Polícia Civil, que segue investigando o caso, prendeu na manhã de ontem (25), três homens e uma mulher. A Brigada Militar recebeu uma indicação de onde estariam esses indivíduos e chegando ao local constataram algumas roupas com manchas de sangue que já estava sendo queimadas nos fundos da residência, e um revólver que estava dentro da bolsa da mulher que também foi presa. Tantos os suspeitos quanto a mulher que acompanhava a vítima na hora do crime já foram ouvidos pela polícia.
O delegado Rogério Junges afirma que foi comunicado da morte do estudante por volta das 0h40min quando já iniciaram as investigações sobre o caso. “Temos que enaltecer também o trabalho feito pela Brigada Militar durante a madrugada que prontamente recebeu uma informação e logo checou os dados de que realmente a informação era correta, o que resultou na prisão em flagrante dessas quatro pessoas que foram ouvidas durante a operação em flagrante, quando dois desses quatro indivíduos deram sua versão dos fatos e dois indivíduos optaram por declarar-se somente em juízo”, informou.

Um inquérito policial foi instaurado, quando foi solicitado a essas pessoas um novo depoimento sobre o que realmente aconteceu. “São quatro pessoas que chegaram a Santo Ângelo na tarde de ontem e a primeira alegação é de que vieram para participar de uma festa e que por volta das 21h30 esses rapazes teriam saído da casa onde estão hospedados e foram beber uma cerveja num bar. Foi após isso que aconteceu o fato que resultou na morte na vítima. Toda essa dinâmica recisa ser confirmada no inquérito policial, pois o delegado plantonista entendeu por autuá-los por crime de latrocínio uma vez que a acompanhante da vítima afirmou ter entregado a bolsa contendo seus documentos e carteira quando foi abordada pelos dois indivíduos”, explicou Junges.

Um dos presos disse ainda, em depoimento, que foi seu amigo que efetuou os disparos, mas isso porque a vítima teria regido. “Eles afirmam que não estavam ali com a intenção de realizar um roubo, mas a vítima teria interpelado eles pouco antes de chegar a casa da mulher e por isso teriam ido até lá para tirar uma satisfação ou algo parecido, negando a intenção de roubo, dizendo que nem ele e nem o amigo teriam levado”, comentou. Conforme frisou o delegado, inicialmente tudo leva a crer que foi um latrocínio, no entanto, será o inquérito policial que confirmará a versão inicial ou não.

DEPOIMENTO DA ACOMPANHANTE
De acordo com o delegado, em depoimento a mulher disse que acompanhava a vítima no momento da ação estava para descer do carro, quando foi informada por Claudimiro que dois indivíduos se aproximavam e que ela deveria esperar no carro. Nesse momento, conforme o depoimento, eles foram abordados e a vítima teria reagido e, na sequência, foi atingido pelos disparos. “Nós vamos analisar para ver se essa versão se confirma ou não ou se há mais alguns detalhes que possa nos auxiliar a esclarecer ainda mais o caso”, afirma.

As investigações devem permanecer nos próximos 15 dias para que o inquérito seja entregue e os suspeitos possam ser indiciados por latrocínio ou possível crime de homicídio.  

Por Talita Mazzola (talita@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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